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Hesperio Garra de Aguilhão
Maril era muito competente em disfarçar sua arrogância monstruosa, mas não conseguiu enganar Armada, que tinha suspendido temporariamente seus planos de abandonar Tarrisan para ajudar Borooz durante os primeiros anos do esperado herdeiro: Assim que trocou duas palavras com ela, saiu do recinto em que estavam e foi terminar de empacotar seus livros. Nunca mais lhe dirigiu a palavra. Algum tempo depois, conversando com o Rei, o mago mencionou o estranho tom de pele de Maril. – Não sei o que pretendes... – começou o Rei. – Borooz, ela é azul! – Glauca, Armada, e ela é também muito alva, mas não é isso nenhum defeito. Seu pai me disse que ela nunca foi dada ao ar livre. Maril, como todos os Gentis, era de uma palidez marmórea com uma tonalidade colorida muito suave, de acordo com a Casa a que pertencia. E Armada percebeu que o Rei estava apaixonado, e ficou mais aborrecido ainda. Dali em diante, Borooz seria inacessível à argumentação lógica. Então, um dia, Armada comunicou ao Rei que sua presença no Reino já não era necessária. Há muito já não havia batalhas para vencer, estratégias para criar ou males negros que ameaçassem engolfar o Reino. Borooz não o questionou, mas sinceramente disse-lhe que sentiria sua falta. Armada nem sequer ficou para a cerimônia de casamento. Abraçaram-se na despedida e o Rei perguntou se havia algo que podia fazer por ele. – Sim. Destrua as Chaves. O Rei sorriu, algo aborrecido. * * * 8 |
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