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Hesperio Garra de Aguilhão
Saiu dali sem equilíbrio, rápido demais, derrubando quem não via pela frente, tropeçando em móveis. Chegou a cair duas vezes, e ninguém teve coragem de segurá-lo pelo braço para guiá-lo naquela hora. O palácio se enchia de fantasmas. Os antepassados de Borooz se reuniam para acompanhá-lo, pois aquele era o fim de sua última hora vivo. – Só mais um pouco!– ele rosnou enquanto entrava em seu quarto e se trancava. – Só um pouco mais de tempo, é tudo de que preciso! – ele disse, ao pegar a Chave Aracnídea e se dirigir até a janela. – Aqui, rastejantes! Aqui, oito-patas! – rugiu Borooz. – Eu quero todos aqui, e agora! Aranhas, escorpiões, toda vossa maldita família! Todos pararam em seus lugares – serviçais, nobres, convidados. Nas ruas em redor do castelo, onde havia festa, os que ouviram o grito do Rei saltaram, gritaram e correram, arrastando quantos podiam consigo e dando o alerta: – Corram! Corram! As aranhas vêm aí! As aranhas vêm aí!
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