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Hesperio Garra de Aguilhão

Pois ocorreu então que houve um gemido feio e longo ecoando pela tarde que findava, vindo da estrada que os bandidos haviam abandonado. O assassino virou-se, encarando o companheiro com uma expressão de dúvida, o facão suspenso no ar. Na árvore, o corvo levantou vôo e pareceu ir na direção de onde vinha o som, e, tendo sido notado pelos homens, não pôde deixar de ser considerado como um sinal de que algo ali tinha estado ocorrendo sem que eles tivessem se dado conta. Um dos bárbaros montou rapidamente em seu cavalo, e com poucos trotes voltou a subir da clareira para a estrada. Seu companheiro não viu o que ele viu lá, então, apenas quando ele simplesmente fez a montaria se virar com um puxão e um grito, e disparou a galope para nunca mais voltar (o pavor que dominara sua alma jamais o largaria, e faria com que ele se arrebentasse no fundo de um penhasco ainda aquela noite).

O bárbaro olhou para a criança, e ela pôde perceber que ele estava assustado, e em que medida. Instintivamente ela lhe fez uma superior e vingativa careta de desdém odioso, exultante, como quem diz: “Prova agora e vê se é bom”. Ele desembainhou a espada, deu um pequeno impulso na direção da menina... então considerou melhor, olhando para trás. O rangido ficava mais alto. Ele decidiu se afastar da clareira, indo devagar e com cautela em direção à estrada.

 

 

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