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Hesperio Garra de Aguilhão

– Sim. Emínias. Ah... e tu, cavaleiro, tens um sobrenome, pois não?

– Hesperio Garra, Majestade.

– Tens as orelhas e os olhos de um Gentil, mas com certeza não és um Gentil. És com certeza o mais maravilhoso nobre que já vi. De que Casa tu és, cavaleiro?

Quase sem pensar, Hesperio adicionou:

– De... Aguilhão. Hesperio Garra de Aguilhão.

Tendo entendido mal, Toramim replicou:

– De ‘Aguillon ?' Nunca ouvi falar. Estás bem distante de casa, pois não, meu nobre?

Hesperio não se deu ao trabalho de corrigí-lo, apenas acenou com a cabeça em aquiescência.

– Quanto a tu, Emínias, de onde vens?

– Das ilhas, majestade. Viajei três meses para me alistar. Aqui para servi-lo.

– Meus comandantes recomendaram-vos a mim. Disseram que vossa presença assusta e retarda o inimigo. Estou muito satisfeito em tê-los entre os meus homens. Tu , Hesperio de Aguillon, não terias talvez outros iguais a ti, terríveis no manejo da lâmina, que pudesses arregimentar para mim?

Hesperio respondeu, fitando o chão:

– Não. Como eu não há ninguém.

– Pois bem. Passei a manhã ocupando-me de vós, tratando a vosso respeito com meus conselheiros. Tenho algo a vos oferecer, e creio que será de vosso interesse. Tu, Emínias, és doravante Cavaleiro da Casa Vermelha. Cedo-te um ducado. Podes escolher teu brasão e teu moto. Teu salário será dequintuplicado, e cearás à mesa com os outros nobres.

Emínias tentou e tentou, mas não conseguiu controlar o largo sorriso que se desenhou em seu rosto. Era nobre! E para isso bastou-lhe postar-se ao lado do homem-inseto, que fizera todo o trabalho por ele! Quão afortunado era!

 

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