| vBuddy - check your reputation | Cheap Web Hosting - starting at $5 |
Hesperio Garra de Aguilhão
Parras estava visivelmente satisfeito com as perspectivas para o futuro – enfrentar um Rei Gentil, que feito magnífico. Nenhuma presa era mais imponente, nenhum inimigo mais valioso. Quando retornasse da missão trazendo a cabeça de Milton Miranda num saco, já não seria mais o mesmo Parras. Seria maior, seria gigante entre os homens; seu nome estaria para sempre gravado nos anais das Casas Gentis como mata-reis, e (muito embora isso pouco lhe importasse), fantasiava, com uma imaginação simplista de mente estreita de bárbaro guerreiro, que não seria impossível que lhe considerassem um herói vingador, punindo tardia mas eficazmente a antiga afronta da qual o Falcoeiro era culpado. Já se via compartilhando da mesa dos Gentis, empolgando as damas com as descrições vívidas dos lances por que passara, e humilhando os homens tíbios com sua presença. Puseram-se em marcha silenciosamente, formados em um losango alongado na vertical, que apontava o caminho a seguir, com Parras e seus dois capitães mais ferozes no centro; os guerreiros cantavam canções tétricas sobre a alegria do esquartejamento no campo de batalha, e arreganhavam a face de forma a mostrar bem os dentes, para instilar medo em quem quer que visse aquela formação de homens tatuados, vestidos com armaduras de couro curtido, sorrindo um sorriso de alvos dentes limados desde a infância em pontiagudas presas. As bordas metálicas das franjas de seus saiotes batiam umas nas outras, e não havia quem ouvisse aquele barulho constante que não o associasse imediatamente ao som de alguma máquina de triturar, ou a milhares de dentes mastigando.
20 ------------------------------------------------------------------------------------ No próximo capítulo: A Batalha das Sete Pontes; Iscas e peões.
|
|
| << | >> |