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Hesperio Garra de Aguilhão
– Fechai vossa real matraca, já tenho problemas o suficiente sem vossa voz irritante nos meus ouvidos – Hesperio disse. Ele avançou então para decepar com um golpe firme um dos braços do monstro que estava mais perto, mas constatou que quem construíra os golems o fizera bem, e tinha adicionado grandes blocos de pedra à massa de argila. – Não é assim, seu burro, é na testa! – gritou Vanerii. – Como? – Apague o que está escrito na testa deles e eles param! – Não acho que vão me deixar chegar perto... Emínias! Agüente firme, vamos voltar logo! – Tu estarás de volta, não eu! Me tire daqui logo! Hesperio deu meia-volta e começou a correr. – Para onde você está indo? – Para o Bateria. E, de fato, alguns minutos depois, em que perderam os golems de vista, chegaram à margem do rio. A linha de árvores parava bruscamente, dando lugar a um terreno suavemente inclinado, recoberto de seixos e pedras negras, que margeava o rio. Ainda deveriam subir, seguindo contra a corrente, por mais uma hora e meia, aproximadamente, até chegar ao ponto onde estavam sendo aguardados. – Por aqui deve dar para passarmos a pé. Por favor, desça, estou cansado – disse Hesperio. – Com prazer! – disse Vanerii, e pulou na água, que lhe chegava aos joelhos. – Golems não param nunca. É melhor irmos logo. 5 |
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