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Hesperio Garra de Aguilhão

Foi quando iam pelo corredor atapetado, em direção à sala do trono, que Emínias olhou com mais atenção para a armadura de Hesperio; e maravilhou-se de que ela estava como nova, apesar dos rigores da batalha do dia anterior.

Tinha suas suspeitas confirmadas: era uma armadura mágica.

Não foi necessário que Hesperio relatasse a emboscada que haviam sofrido. Toramim descobriu que um ajudante das estrebarias havia descoberto sobre a viagem de Vanerii e vendido a informação para o exército dos Pedreiros. Toramim o promoveu por algum motivo risível, e agora o mantinha sempre perto de si, para que, quando julgasse apropriado armar uma cilada para a Casa Dourada, dispusesse de um traidor de confiança para assegurar que seus inimigos iriam cair.

Já fazia uma semana desde que os dois guerreiros tinham retornado com a notícia de que Vanerii tinha sido entregue em segurança, e, embora eles tivessem sido dispensados do campo de batalha por algum tempo, como prêmio, Hesperio não deixou de lutar um só dia.

Toramim Quatril estava radiante com a aquisição de tão bravo espécime entre suas fileiras; tinha passado a semana discutindo com seus conselheiros sobre o melhor uso que poderia fazer de sua presença, e parecia ter chegado a uma decisão.

– Então sois vós os renomados matadores de Jardineiros – disse.

– Por certo poucas vezes vi presença tão maravilhosa diante de mim. Como te chamas, cavaleiro de tão estranha armadura?

– Me chamam Hesperio.

– E eu sou Emínias – ajuntou o outro, prontamente, retirando o barrete vermelho que trazia sempre cobrindo a cabeça.

 

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