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Hesperio Garra de Aguilhão
Capítulo Cinco A Batalha das Sete Pontes; Iscas e peões.
Já fazia algum tempo que Maril Lunin não visitava seus aposentos. Tinha estado numa semana atarefada, visitando alguns nobres, reestabelecendo laços de lealdade nos domínios Jardineiros da região. Agora voltava, exausta e irritada, da campanha, para ver alguém, uma jovem humana, mexendo nos móveis e objetos do seu aposento, procurando alguma coisa. Algumas gavetas estavam abertas, bem como alguns livros retirados de uma estante e um baú ao pé da cama, contendo anotações, mapas, globos e uma esfera armilar empoeirada. E, na janela, movendo-se de um lado para o outro, impaciente, um negro e reluzente corvo! O pássaro amaldiçoado fugiu no instante seguinte, mas a jovem não teria a mesma sorte. Maril se aproximou, fingindo não ter notado a presença da ave, e com o que ela achava que era um sorriso simpático, disse: – Ah, enfim chegaste. Preciso de um favor, minha... – e nem sequer terminou a frase. Já estava perto o suficiente, e com um puxão nos cabelos da moça, trouxe-a para junto de si e começou a aplicar a colossal força Gentil em seu pescoço. Sentia as veias da criada latejando sob seus finos dedos azulados e tremia. Em mais alguns segundos tudo estaria acabado, se de alguma forma, em meio ao frenesi assassino, ela não tivesse se lembrado de que talvez pudesse usar a jovem para encontrar as Chaves.
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