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Hesperio Garra de Aguilhão
Com um salto, Hesperio caiu ao lado da moça, de espada em punho, em posição de combate. As duas ondas que se haviam erguido finalmente rebentaram com violência, inundando momentaneamente a ponte e derrubando todos os cavaleiros de suas montarias e reduzindo a carroça do velho a destroços. Os guerreiros Azuis que haviam cavalgado as ondas estavam na ponte, agora, e corriam brandindo seus arpões, redes e ascumas na direção dos guerreiros de Maril, que ficaram a postos. Da retaguarda caiu nova chuva de flechas, e a batalha começou. Maril saiu da carruagem, ensopada, ainda atônita, e viu o cavaleiro adiante, encurvado, procurando um meio de erguer a jovem desmaiada com um braço enquanto segurava a espada com a outra. Mais adiante ela reconheceu Armada, que se levantava com dificuldade – e o perdeu de vista em seguida, quando sua visão foi bloqueada pela batalha que havia começado. Quando voltou a ver o local onde o velho mago estava, já não havia mais ninguém lá. A frustração suplantou sua estupefação, e Maril recobrou o julgamento. Por cima do barulho metálico da batalha, soou sua voz de comando: a prioridade era Armada. Passassem por cima de tudo, mas que lhe trouxessem o velho. Mesmo sabendo que deveria ordenar que os soldados tentassem se apoderar da garota em segundo lugar, Maril se ouviu balbuciando quase timidamente, de forma que ninguém pôde ouvi-la, mesmo quem estava por perto: – Eu quero o cavaleiro. Vivo se possível.
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