vBuddy - check your reputation   |  Cheap Web Hosting - starting at $5

Hesperio Garra de Aguilhão

Fortalecida pela proximidade do mar, ela fechou os olhos e convocou duas das grandes bestas submarinas, o kraken e a voragem (que vinha a ser um monstro titânico abalroador de navios, verdadeiro sorvedouro vivo, que carregava na cabeça litros de um óleo odorífero, e embora em tudo similar a um peixe, dizia-se já ter sido observado a dar à luz, e a amamentar) para virem ao seu encontro. Seus guerreiros, entre os impactos sucessivos das ondas, avançavam lentamente, lutando às cegas contra os furiosos Azuis, que não paravam de receber reforços. A luta era maligna e injusta, dada a superioridade numérica dos Pescadores e a vantagem do terreno.

Os Azuis não sabiam o que fazer de Hesperio, que se encontrava agachado, protegendo a moça, no meio da ponte. Não sabiam se era amigo ou inimigo, e hesitavam diante de sua bizarra presença. Então um deles, mais afoito, tentou cravar um tridente no flanco quitinoso de Hesperio, sem sucesso. Hesperio se virou e se deixou ir ao inimigo com tanta força que não lhe valeu ao Gentil seu elmo, pois lhe deu um golpe que o fendeu todo até os dentes, e o Pescador caiu por terra. Uma pilha de corpos Azuis se formou ao redor do cavaleiro em questão de segundos – e ele já havia posto a moça nos ombros, o que reduzia em muito sua destreza. Os que puderam ver, em meio à batalha, a facilidade assassina com que Hesperio manuseava a espada não conseguiram refrear o sentimento do medo. Como sempre acontecia, um círculo invisível que ninguém ousava atravessar se formou ao redor dele.

Maril abriu caminho por entre os remoinhos de água e morte, sua escolta se dispersando progressivamente à medida que ela avançava, e antes que pudesse perceber, ela se viu sozinha diante de Hesperio, banhado pela água do mar e pelo sangue dos inimigos mortos.

 

 

14

<< >>

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23

Home