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Hesperio Garra de Aguilhão

– Vês, Hesperio? Uma jovem fidalga Verde, inexperiente....

– Azul.

– Azul?

– É, pálida, mas Azul. Eu a vi de perto.

– Estranho. Tu deves estar enganado, Hesperio. Não há casamentos entre as Casas...

– Sei o que vi.

– Que seja, Azul , inexperiente – foi o que bastou para quase te liquidar. Se uma mulher é capaz de tamanho estrago, que dirá um Rei Gentil!

– Aonde queres chegar? Sabes que não desistirei da missão, e já te disse que não és obrigado a ir comigo.

– E eu já te disse que as coisas não são assim tão simples. Se eu pudesse, desistiria. Mas não quero incorrer em desagrado para outro Rei Gentil , nem quero passar por covarde. Que não sou, com os diabos! Só digo isto para ver se te ocorre o tamanho da cabeçada que cometeste aceitando essa missão.

– Ora, Emínias. Decerto não saíste das ilhas e abandonaste teu pai para pouca coisa. Não foi motivado pela promessa de glória e fortuna? Que melhor chance que esta? – disse Hesperio, desfazendo-se de Emínias.

– Não, não, Hesperio. Foi só pela fortuna. Que nem precisa ser muita, aliás. Não pude deixar de notar que os sem dúvida gloriosos Piletas, Hieranes, Firaseu e todos os outros heróis sobre quem estudamos na escola têm em comum o fato de estarem mortos, e de morte desnecessariamente lenta e dolorosa, ou, pior ainda, foram punidos eternamente com algum castigo especialmente cruel. Glória, não, muito agradecido...

 

 

 

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