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Hesperio Garra de Aguilhão

Os conselheiros pressionavam Maril a preparar uma ofensiva e conquistar a passagem, de modo que os mercadores pudessem voltar a trazer mercadorias para Tarrisan, mas Maril se mostrava indecisa. Não queria atacar abertamente um Reino, e precipitar a aliança que provavelmente se seguiria entre as outras Casas. Agora já não lhe seria possível adiar mais essa decisão. Sua investida à ponte, ainda que rápida e discreta, seria notada de qualquer forma. Seria um ato de guerra e traria uma resposta à altura. Assim, ela chamou seus generais e conselheiros e lhes comunicou sua decisão. Iria sair do castelo e contava retornar em algumas horas. As pontes ficavam a duas horas de distância, ao Sul.

Mais cedo do que previa, havia chegado a hora de atacar. Se tudo desse certo, quando retornasse teria as Chaves, e então já não importaria mais o que as outras Casas fizessem: estariam todas debaixo do seu calcanhar.

Maril dispensou os conselheiros, todos satisfeitos e excitados pela batalha vindoura, e chamou duas criadas para lhe ajudarem a trocar de roupa.

As aias vieram e começaram a despi-la, e estranharam que, ao mencionarem uma arruaça que sucedera no pátio do castelo, quando uma jovem partiu a toda com um cavalo roubado, Maril não demonstrasse aborrecimento, e, pelo contrário, abrisse um sorriso ansioso.

Maril desceu para o pátio do castelo, onde sua carruagem e seu pequeno destacamento a aguardavam. Partiram. Trinta soldados precederiam sua chegada. Doze besteiros, já com as setas umedecidas em veneno, postavam-se mais atrás, ao alcance de um gesto.

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