| vBuddy - check your reputation | Cheap Web Hosting - starting at $5 |
Hesperio Garra de Aguilhão
Numa arena improvisada em um dos pátios de seu castelo, Toramim Quatril observava, entediado, uma luta de gladiadores organizada para entreter as tropas. O Ferreiro estava mais interessado em discutir seus planos com seu primeiro-conselheiro Eliadaque Moor, e acompanhava o desenrolar das batalhas por alto. O Rei-em-Vermelho se sentava sem a Rainha ao seu lado. Luxes não tolerava disputas sangrentas, e já em muitas ocasiões revelara desgosto por seu marido, em suas palavras, “transformar o castelo em casa de tavolagem”; agora estava na biblioteca, desenhando. Eliadaque sentava-se num banco ao lado do trono do Rei, e ambos tomavam vinho. Para poderem discutir melhor, tinham dispensado os serviçais e os guardas. - Gostaria de encontrar Armada - disse Toramim, sem se dar conta do insulto que estava prestes a lançar em seu conselheiro: - Ele me seria um excelente conselheiro neste... Nos seria - - Oh... imagino que... - e a calva de Eliadaque tornou-se violentamente rosada. - Não se agaste, homem, que bem sei o quanto teus serviços me são preciosos. Mas ele percebeu a mudança se aproximando... - continuou o Rei. - Como eu também percebi, se bem me recordo - e vos avisei... - disse Eliadaque. - Oh, claro. É que Armada é absurdamente velho. Deve ser a criatura mais astuta dos reinos, quiçá de todo o mundo. Sim, ele seria um reforço magnífico... se ainda estiver vivo. Na arena, um dos gladiadores tombou, ensangüentado, e o guerreiro vitorioso ergueu sua lança, esperando pela decisão de Toramim. - Sire... - apontou Eliadaque, escolhendo algumas uvas. Toramim, mal olhando para a arena, fez com o polegar para baixo o sinal que selava a vida do guerreiro derrotado. - Passe-me o vinho. Está tudo pronto para a cerimônia? - perguntou o Rei-em-Vermelho, baixando a voz.
13 |
|
| << | |