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Hesperio Garra de Aguilhão

Uma nova dupla de guerreiros entrava na arena - um gigantesco humano com duas imensas espadas contra um Gentil armado com dois finos punhais. A multidão de soldados que cercava a arena, sentados nas bancadas de madeira, ia ao delírio e fazia apostas.

- Sim, Sire. O presente dorme agora.

- Que este teu deus não seja surdo, Eliadaque. Tenho tido uns sonhos horríveis!

- Que vossa Majestade erra em não me relatar. Podem ser avisos de Benal-Touron, que eu poderia interpretar...

- Não estes, Eliadaque. São tão fáceis que mesmo eu lhes vejo o significado. É Viola, viva, aparecendo para mim, no meu quarto, chorando, viva, e no sonho eu posso ver... Viva. Grávida novamente.

Toramim fez uma pausa.

- No sonho, ela chora, não pela criança, mas por mim. Ela não diz, mas eu sei. Por mim.

- Os sonhos diminuirão de freqüência e intensidade, Sire. Apenas aguarde.

- Sim - disse Toramim, inspirando profundamente, e pendendo o queixo para baixo um pouco. Depois, olhando ao redor como se procurando novo assunto:

- Consegues imaginar, um mundo bruto, sem magia?

- Os deuses, ao que parece, estão se recolhendo, escondendo-se em nossas mentes e corações, Sire. Benal-Touron enviou suas quinhentas e cinqüenta e cinco sombras alertarem os fiéis: Ele estará abandonando este plano no próximo Inverno. Devemos nos apressar, ou perderemos Sua ajuda.

 

 

 

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